Antes de procurar
A maior parte das compras que correm mal começa com uma pesquisa iniciada cedo de mais. Antes de ver imóveis, importa clarificar três coisas: o valor total que consegue mobilizar (capital próprio mais financiamento), os custos de aquisição que acrescem ao preço, e o que é verdadeiramente inegociável no imóvel. Sem estes três pontos, cada visita é uma decisão emocional isolada.
As etapas
- 1
Definição de critérios
Zona, tipologia, área, estado de conservação e orçamento máximo real. Separar o inegociável do desejável evita meses de visitas improdutivas.
- 2
Pré-aprovação de crédito
Se houver financiamento, obter uma pré-aprovação antes de fazer propostas. Dá margem de negociação e evita perder um imóvel por falta de resposta bancária.
- 3
Visitas e análise
Visitar com critérios definidos, confirmar a documentação do imóvel (caderneta predial, certidão permanente, licença de utilização, certificado energético) e verificar encargos ou ónus registados.
- 4
Proposta
A proposta formaliza valor, condições e prazos. Deve prever a condição de obtenção de financiamento sempre que exista crédito envolvido.
- 5
CPCV — Contrato Promessa de Compra e Venda
Fixa preço, sinal, prazos e penalizações. É o momento em que a maioria dos riscos se resolve — ou se cristaliza. O sinal é habitualmente entre 10% e 30% do preço.
- 6
Escritura e registo
Pagamento do IMT e do Imposto do Selo antes da escritura, celebração do contrato definitivo e registo da aquisição a favor do comprador.
O que costuma correr mal
Documentação desactualizada do imóvel, discrepâncias entre a área registada e a área real, obras sem licenciamento, e prazos de CPCV curtos demais face ao processo bancário. Nenhum destes problemas é raro e todos são detectáveis antes de assinar.
Se quiser discutir o seu caso concreto, a conversa é sem compromisso e sem insistência posterior.
